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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Revolução Francesa

  Em França as sementes do Liberalismo estão primeiro na resistência dos franceses ao domínio da Igreja sobre o Estado (uma posição rotulada “Galicanismo” pela Igreja Católica). Este movimento contra a influência da Igreja no governo toma o rumo do Liberalismo,  quando  é conhecido o pensamento de Locke.
  Os princípios liberais finalmente manifestam-se com toda sua força na Revolução Francesa. Com ela é proclamado um manifesto conhecido como Declaração dos Diretos do Homem e do Cidadão, que em muitos de seus itens corresponde a uma declaração liberal. O lema da Revolução é o lema liberal: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Ao mesmo tempo que livres (Liberdade) os homens são iguais em seus direitos fundamentais ( Igualdade) e ao mesmo tempo unidos e responsáveis uns pelos outros, comprometidos com o desenvolvimento e aperfeiçoamento social ( Fraternidade). Porém, banida a ideia do Direito Divino, não é definitivamente rejeitado o poder absoluto.
  Após o entusiasmo liberal, instaura-se entre os revolucionários  a guerra de todos contra todos; um terror nunca visto antes domina o povo diante das decisões arbitrárias e sangrentas dos novos tiranos. Depois do período de Terror, em que aqueles direitos foram tragicamente violados, o pensamento liberal volta com a pregação incansável de Benjamin Constant, o primeiro a definir as regras do Parlamentarismo.

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